Hoje vou comentar sobre um filme que passa desapercebido. O filme é "Um Domingo Qualquer" de Oliver Stone. A princípio, parece apenas mais um filme sobre futebol americano. Até aparecer essa cena, que, ao meu ver, é fundamental para entendermos algumas situações da vida humana, que mais cedo, ou mais tarde, iremos todos enfrentar.
A cena começa com o técnico Tony D´Amato discursando para motivar o time, tentando acorda-los e prepara-los para a batalha que se seguirá. Fala da união, sobre como o time precisa se curar para vencer as adverdidades do jogo, etc... Mas, de repente, o discurso toma um rumo diferente. O técnico começa a falar sobre sua experiência de vida, que ele perdeu tudo que era importante na vida, que afastou as pessoas que o amavam, e que ele mesmo não podia mais aguentar a si próprio.
Então, aparece a primeira grande lição e verdade do discurso. Na medida que envelhecemos, chega uma parte da vida da gente que começamos a perder as coisas, mas, isso faz parte da vida. Mas, só aprendemos essa lição quando começamos a perder... a lógica dessa sentença é cruel, mas, verdadeira. Quantas e quantas vezes a gente pensa na morte nas nossas vidas? Eu, pelo menos sempre evitei pensar nesse assunto... até começar a ficar mais velho e acontecer a morte de minha mãe. À partir daí, a morte, a perda, esse sentimento de impotência frente a algo que não tem solução, está mais presente... Depois, de minha mãe, seguiram a Marly (uma das melhores amigas de minha mãe), o Antônio Paulo (meu cunhado, irmão da Socorro), e o Seu Antônio (meu sogro, pai da Socorro). Infelizmente, sei que isso acontecerá mais e mais vezes... O sentimento de impotência e tristeza é grande, mas, como diz o técnico no filme: "... mas, isso faz parte da vida."
Depois, aparece outra constatação que é um soco no estômago. Que a partir das perdas, você percebe que a vida se joga aos poucos. Ou seja, vive-se um dia de cada vez. Que a hesitação ou o afobamento, nos faz perder as coisas e as oportunidades. Mas, que tudo que precisamos, está ao nosso redor. E que devemos batalhar por essas "polegadas"... E que a vida é a batalha por essas "polegadas", e que isso é determinante para conseguirmos as coisas. As seis polegadas à nossa frente!
Depois, ele retorna ao time fazendo uma colocação sobre a necessidade da união para vencer as adversidades.
Sugiro que todos assistam o filme, pois, o filme é bom. De qualquer maneira, postei junto ao texto a cena.
Para finalizar, queria deixar para vocês uma frase que fala sobre utopia, mas, que no contexto do assunto pode significar como devemos viver nossa vida. A frase é de um autor latino-americano, autor de "As Veis Abertas da América Latina, Eduardo Galeano: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."
É isso! Se perguntarem, qual o sentido da vida, qual o objetivo disso tudo, respondam isso: viver. Esse é o objetivo.
Abraços!
Tem uma bela frase que diz que a vida é um jogo, e jogos são passíveis de vitórias e derrotas... Pois bem, perder é da vida, como ganhar também é. Perdemos tempo, coisas, pessoas... mas também ganhamos muito em nossa caminhada. Por exemplo, tenho certeza de que, ao conhecê-lo, ganhei um amigo que poderá ser para a vida toda...
ResponderExcluirParabéns pelo (s) excelente (s) texto (s).
Abraços,
Rodrigo Corrêa